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Em aceno a 2026, Zema critica Tebet e Marina como ‘oportunistas’ e mira definição de vice

Em aceno a 2026, Zema critica Tebet e Marina como 'oportunistas' e mira definição de vice
Gabriela Biló/Folhapress

O cenário político nacional para as eleições de 2026 começa a ganhar contornos mais nítidos, e as declarações dos pré-candidatos já movimentam o tabuleiro. Em um evento realizado na capital paulista neste sábado (18 de julho de 2026), o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, não poupou críticas a figuras proeminentes da política brasileira. Suas falas, que insinuaram oportunismo por parte das ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), adicionam uma camada de tensão ao debate pré-eleitoral e indicam a estratégia que o político mineiro pretende adotar na corrida pelo Palácio do Planalto.

Críticas de Zema a Tebet e Marina geram repercussão política

As declarações de Romeu Zema ocorreram durante o Encontro Nacional do Novo, um palco para a articulação de sua campanha presidencial. O ponto central da controvérsia surgiu quando Zema analisava a disputa pelo Senado em São Paulo, manifestando apoio a Ricardo Salles, colega de partido e ex-ministro do Meio Ambiente do governo Jair Bolsonaro. Foi nesse contexto que o ex-governador direcionou suas críticas a Tebet e Marina, acusando-as de serem “oportunistas”.

Segundo Zema, São Paulo teria se transformado em uma “terra de oportunistas”, recebendo candidatas que, em seus estados de origem, não teriam muitas chances. Ele as descreveu como “aventureiras” e “paraquedistas” que se deslocaram para o estado paulista em busca de viabilidade eleitoral. A fala, carregada de um tom de desaprovação, visa questionar a legitimidade da atuação política das duas ministras em um território que não é o de suas origens políticas mais consolidadas.

Trajetórias políticas e as respostas das citadas

A crítica de Zema se baseia na trajetória de Simone Tebet e Marina Silva. Simone Tebet, nascida em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, construiu sua carreira política em seu estado natal, onde atuou como deputada estadual e senadora. Em 2022, ganhou destaque nacional ao se candidatar à Presidência da República e, posteriormente, assumiu o Ministério do Planejamento e Orçamento no atual governo. Contudo, Tebet já havia defendido sua ligação com São Paulo, mencionando ter nascido na divisa do estado, a origem paulista de seu marido (Birigui) e o fato de ter cursado mestrado e ter suas filhas residindo na capital paulista há uma década.

Marina Silva, por sua vez, é natural do Acre, estado onde forjou sua trajetória política. No entanto, há quatro anos, foi eleita deputada federal por São Paulo e, no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu novamente o Ministério do Meio Ambiente. Em resposta a críticas semelhantes no passado, Marina já havia apontado um possível viés misógino nas acusações, argumentando que “homens de outros estados foram acolhidos com tapete vermelho”, em uma clara alusão ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que é fluminense. Até o momento, as assessorias de Marina e Tebet não comentaram as declarações mais recentes de Zema.

Cenário eleitoral e a busca por um vice para 2026

Além das críticas às ministras, Romeu Zema também abordou o planejamento de sua própria chapa para 2026. Ele indicou que a definição de seu companheiro de chapa, o vice-presidente, poderá ocorrer em um prazo mais estendido, possivelmente apenas após as convenções partidárias, que se estendem até o início de agosto. Essa flexibilidade na escolha sugere uma estratégia de aguardar o alinhamento de forças e a consolidação de possíveis alianças.

Entre as possibilidades para a vice-presidência, Zema comentou sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que já demonstrou simpatia por algumas de suas publicações nas redes sociais. O ex-governador expressou satisfação com a hipótese, afirmando que “é uma possibilidade, sim, assim como outras são”. No entanto, a concretização dessa aliança é vista como improvável, dada a intenção do Partido Liberal (PL) de lançar Michelle como pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal e Flávio Bolsonaro à Presidência da República, o que criaria um conflito de interesses e estratégias dentro do campo da direita. Para entender melhor o processo eleitoral e as regras de candidaturas, consulte o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Em um cenário de fragmentação ideológica e política na direita brasileira, Zema aposta em uma plataforma que ele denomina “crítica aos intocáveis”, focada em combater o que ele classifica como privilégios de ministros e outras figuras públicas. Essa abordagem, que também inclui a intenção de privatizar estatais como a Petrobras e o Banco do Brasil caso eleito, busca atrair um eleitorado descontente com o status quo e alinhado a pautas liberais e de combate à corrupção. As movimentações e declarações de Zema sinalizam o início de uma campanha que promete ser intensa e repleta de embates ideológicos.

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