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Michelle Bolsonaro deixa presidência do PL Mulher e sinaliza recuo em candidatura ao Senado

27.nov.25/Folhapress
27.nov.25/Folhapress

Mudança na liderança do PL Mulher

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro formalizou a decisão de deixar a presidência do PL Mulher. O acerto ocorreu após uma conversa pessoal com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, realizada na sede do partido em Brasília. A movimentação marca um momento de reconfiguração interna na sigla e reflete o desgaste recente nas relações entre a ex-primeira-dama e membros influentes do clã Bolsonaro.

Desgaste político e críticas internas

O afastamento do cargo ocorre em um cenário de tensão política. Nas últimas semanas, Michelle Bolsonaro manifestou publicamente seu incômodo com ataques direcionados a ela e a aliadas próximas. O estopim teria sido a crítica feita pela ex-primeira-dama ao enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que é pré-candidato à Presidência da República.

Aliados apontam que a insatisfação de Michelle também está ligada à percepção de que suas indicações políticas dentro do partido estariam sendo ignoradas. Para ela, a permanência na liderança do segmento feminino tornara-se inviável diante da falta de participação efetiva nas decisões estratégicas da legenda. A expectativa é que a vice-presidente nacional, a vereadora Priscila Costa, assuma as responsabilidades do cargo.

Dúvidas sobre o futuro eleitoral

Além da saída do comando do PL Mulher, relatos de pessoas próximas indicam que Michelle Bolsonaro está cada vez mais desmotivada em relação a uma possível candidatura ao Senado Federal pelo Distrito Federal. Historicamente, a ex-primeira-dama sustentava que sua entrada na disputa eleitoral atendia a um pedido direto do ex-presidente Jair Bolsonaro, mantendo um discurso de que seu futuro político estava sob orientação religiosa.

A desistência de participar do pleito, segundo analistas, funcionaria como uma sinalização clara de que ela não busca protagonismo na disputa presidencial, distanciando-se do conflito com Flávio Bolsonaro. Contudo, o movimento gera preocupação entre aliados, que temem que o recuo de uma figura feminina de destaque possa ser interpretado como um sinal de que há pouco espaço para mulheres nas estruturas de poder dos partidos brasileiros.

Próximos passos e ausência em reuniões

O impacto dessa decisão já começa a ser sentido na agenda partidária. Michelle indicou que não comparecerá à reunião organizada pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro, marcada para esta quarta-feira (1º). O gesto reforça o distanciamento da ex-primeira-dama em relação aos projetos eleitorais conduzidos pelo grupo do enteado.

O M1 Metrópole segue acompanhando os desdobramentos desta crise interna no PL e como ela pode alterar o xadrez político para as próximas eleições. Para se manter informado com análises aprofundadas e notícias de relevância nacional, continue acompanhando nossa cobertura diária, pautada pelo compromisso com a verdade e pela diversidade de temas que impactam o seu cotidiano.

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