A cidade de São Paulo viveu um cenário climático atípico nesta semana, marcado por um frio intenso que quebrou recordes históricos. Na última quinta-feira (25), a capital paulista registrou a menor temperatura máxima para um mês de junho em três décadas, um fenômeno que chamou a atenção de meteorologistas e impactou a rotina dos moradores.
Recorde histórico no Mirante de Santana
Os dados oficiais, coletados pela estação do Mirante de Santana, na Zona Norte, e monitorados pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), confirmaram a marca de 13,4°C. O registro foi obtido durante o período da tarde, especificamente às 12h e às 13h, horário em que, habitualmente, as temperaturas deveriam estar em elevação.
Para se ter uma ideia da magnitude do frio, o valor ficou quase 10°C abaixo da média esperada para o mês, que gira em torno de 23°C. O recorde anterior para o mês de junho, que perdurava desde 2004, era de 13,8°C, seguido por 14,3°C registrados em 2016.
Influência da massa de ar polar
O fenômeno é resultado direto da atuação de uma intensa massa de ar frio que se deslocou sobre o estado de São Paulo. De acordo com o boletim meteorológico do Inmet, essa configuração atmosférica bloqueou o aquecimento solar, mantendo o céu encoberto e as temperaturas estagnadas em níveis baixos durante todo o dia.
A sensação térmica, agravada pela umidade e pelo nevoeiro persistente, transformou a paisagem urbana. Em diversos pontos da capital, a neblina densa reduziu a visibilidade e exigiu atenção redobrada de motoristas e pedestres, reforçando o clima de inverno rigoroso que tomou conta da metrópole.
Variações regionais e máximas absolutas
Embora o Mirante de Santana sirva como referência oficial para a série histórica, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas) da Prefeitura de São Paulo apontou que o frio foi ainda mais severo em outras regiões. Em alguns bairros, os termômetros não ultrapassaram a casa dos 12,5°C.
O destaque negativo ficou para a Zona Leste, onde a estação automática do Parque do Carmo registrou uma máxima absoluta de apenas 9,8°C. Esses números evidenciam como a topografia e a urbanização da capital podem influenciar a distribuição do calor, criando microclimas que intensificam o impacto do frio extremo sobre a população.
O M1 Metrópole continua acompanhando as atualizações meteorológicas e os impactos desse frio intenso na infraestrutura e na vida dos paulistanos. Fique conectado em nosso portal para mais informações sobre o clima e outros temas relevantes para o seu dia a dia.